Sambas de Raiz entenda o que é e quais são os mais famosos da história

sambas de raiz

Foi com a cultura negra brasileira que os sambas de raiz se alastrou pelo território nacional. Nos navios negreiros, o único som que se ouvia era o dos grilhões e das correntes. Nem as histórias que Anansi deu aos africanos podiam sair dos lábios dos escravos. Mas a cultura raiz e a tradição se mantiveram.

De geração em geração, as rodas de batuque, com frases e refrões sobre as raízes, na Terra dos Afri, se tornaram uma forma de resistência. No Brasil, as lendas e rituais sobreviveram.

Da Bahia, onde as rodas de samba misturaram homenagem à essência africana na vida cotidiana. Viajando sobre os perigos do mar, a tradição partiu, nas malas das baianas, rumo ao Rio de Janeiro.

Na Capital, a cultura do povo negro encontrou, nos morros,  e nas casas das “tias baianas”, seu lugar de celebração. E, por meio da música, as histórias dos negros e mestiços foram ouvidas.

Com cuíca, pandeiro, tamborim e surdo, nasceu o samba, que hoje chamamos de “samba de raiz”. A primeira gravação, Pelo Telefone, do início do século passado.

Sambas de Raiz mais Famosos da História

E, nesses cem anos de samba, as raízes e histórias mudaram. Por isso, o samba de raiz também transformou-se. São considerados sambas de raiz todos aqueles que retomam aquele clima de batuque de quintal, com a tradicional roda de samba de boteco e, principalmente, que traduzem o cotidiano dos morros e periferias.

Confira a lista dos sambas de raiz mais famosos da história que, obviamente, a Apito de Mestres inclui estas músicas em seu repertório se for do interesse de quem esteja promovendo o evento. De fato, a gente toca estes e todos os sambas clássicos pra fazer todo mundo cantar junto!

Cada geração tem seu próprio samba de raiz.

E essa é a beleza desse ritmo. Mesmo assim, listamos algumas composições que marcaram a história.

Com que roupa? (1930)

Noel era um músico de talento, mas poderia bem ser um cronista de sucesso. Aos vinte anos, compôs essa canção que se tornou eterna. Em apenas oito anos de carreira, deixou um legado musical e histórico do dia a dia do malandro dos anos 1930.

Trem das onze (1951)

De Neol, da Vila Isabel, para Adoniran, da Zona Norte de São Paulo, onde o filho de imigrantes italianos retratou bem, eu seus sambas, o dia a dia do homem simples na maior cidade do país. Também vale escutar Saudosa Maloca, o Samba do Arnesto e Tiro ao álvaro, que mostram bem como falava o trabalhador paulistano.

Foi um rio que passou em minha vida (1970)

De amor e desenganos também são criados os sambas. A homenagem de Paulinho da Viola tornou-se uma das mais belas composições já feitas. E pensar que essa música só existe por um caso de ciúme dos portelenses

Canta, canta, minha gente (1974)

Que se cante qualquer samba, qualquer estilo. Pode ser samba de breque, samba rasgado, maxixe e xaxado. E se, não está tudo perfeito, acredite que, como disse Martinho, canta que a vida vai melhorar!

Preciso me encontrar (1976)

Presente de Candeira para Cartola, a canção gravada pelo ilustre compositor da Mangueira. Os versos curtos e as palavras simples, como “deixe-me ir, preciso andar. Vou por aí a procurar. Rir pra não chorar” são suficientes para provar que o samba também é feito para emocionar.

As letras de samba raiz é diferenciada, veja a frase do cantor, compositor, poeta e violonista Cartola em entrevista para Tv Cultura.

Nossas raízes são o samba!

Qualquer que seja o subgênero, vivemos do samba, de sua emoção e de suas histórias. Assim como a casa das baianas era um espaço de festa e alegria de todos, sem distinção de cor, classe social, religião, é a Apito de Mestre. Levamos nossas raízes e o nosso samba para onde estiver. Afinal, o nosso negócio é promover alegria!