Samba, chorinho e pagode, qual é a diferença?

samba

Samba, chorinho e pagode. Origens distintas, mas uma característica comum. São ritmos que estabeleceram a cultura musical brasileira e, principalmente, seu caráter popular.

 

As influências também vieram de muitos lugares. Das danças de salão europeias à religiosidade das rodas de batuque africanas, passando pelo “pagode” das senzalas.

 

Vamos conhecer e entender as diferenças entre esses três estilos que têm a cara do Brasil?

O chorinho

A independência política do Brasil foi sendo construída com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro. Da mesma maneira, a fuga engendrada por D. João VI trouxe a possibilidade da construção de uma identidade cultural brasileira.

 

De início, a música se limitou à reprodução de peças compostas na Europa. Entretanto, o desenvolvimento urbano do país trouxe e formou músicos, que passaram a criar e reinterpretar as partituras estrangeiras.

 

Dessa intervenção criativa, surgiu o chorinho, caracterizado pela execução em tons graves e com instrumentos como cavaquinhos, bandolins, flautas e violões, cujas notas soavam bastante melodiosas.

 

Nesse período, destacou-se a primeira grande musicista brasileira, Chiquinha Gonzaga, a primeira mulher a reger uma orquestra no país.

 

Já no século XX, contudo, as melodias emocionadas ganharam letras igualmente tocantes. A partir dessa época, Pixinguinha foi um dos responsáveis pela consolidação do chorinho como o primeiro ritmo brasileiro.

O samba

A música que migrou. Aquela que saiu da Bahia, se estabeleceu na capital da recém proclamada república. De lá, propagou-se por todo o país.

 

O que era representação da cultura negra que, após a abolição, começou a estabelecer-se nos morros, virou brasilidade nos transportes públicos da terra da garoa.

 

Da competição de frases e versos que se tornou o partido alto, aos sambas-enredo, o samba é sinônimo de festa. É festa de pessoas simples, sem regalias, cuja música é o retrato de suas vidas. É um manifesto. Um grito de liberdade em forma de música. Versos transformados em poesia por sua simplicidade e honestidade.

 

Os batuqueiros sempre a ritmar e o Apito do Mestre Anselmo a apitar, para que ninguém perca o compasso. Tudo para transformar cultura em samba e diversão. Até o sol raiar.

O pagode

Se o samba é música de quem combate o preconceito com festa, o mesmo vale para o pagode, que era o apelido pejorativo dado às festas dos escravos nas senzalas. Mesmo libertos, os negros tinham apenas suas tradições e traços culturais.

 

A confraternização dos agora libertos saiu das senzalas para fazer o tambor ressoar no fundo dos quintais e botequins. Antes de ser ritmo, o pagode era a festa dos sambistas. Não tinha muita distinção do seu gênero de origem. Veja o exemplo do Fundo de Quintal, considerado o primeiro grupo de pagode.

 

Na década de década de 1990, os pagodeiros se permitiram criar, misturando letras românticas a instrumentos com sonoridades diferentes, como os tantãs e teclados. Da fórmula, surgiram grandes sucessos.

A Apito de Mestre tem o seu som

Você pode preferir o samba, chorinho ou o pagode. A Apito de Mestre tem todos os ritmos para fazer sua festa ser uma explosão de alegria!

 

Entre em contato conosco e agende seu evento!