“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é…”

Você sabe onde nasceu esta frase sobre o SAMBA?

…Ou é ruim da cabeça, ou doente do pé”. O cantor e compositor Dorival Caymmi, ao fazer esse diagnóstico, não era ortopedista e muito menos psiquiatra. Na década de 1940, quando já morava no Rio de Janeiro, o artista homenageou as raízes de sua terra, a Bahia com samba.

Caymmi também canta e conta suas origens e tradições. Quem, assim como ele, nasce no samba, não consegue (e nem quer) se separar desse ritmo. E desde o fim da década de 1910 é assim. O ano de fundação do samba não é muito bem determinado, mas suas referências vêm de muito tempo. E de muito longe.

No início do século XX, esse povo musicou histórias do dia a dia e, com a força dos tambores africanos, criou um novo ritmo. O Samba de Roda, com suas violas, pandeiros e sua expressão cultural, influenciou o samba carioca e imortalizou a tradição e herança negro-africana trazidas ainda no período colonial. Hoje, o Samba de Roda é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

O samba nasceu baiano, mas rapidamente o bater dos tamborins ganhou malandras melodias nos morros cariocas. Do Oswaldo Cruz, do Estácio e da Mangueira, foi migrando para todo o país. Chegou no Brás, no Bixiga e na Vila Aurora. Da locomotiva do país, o ritmo partiu para conquistar todas as regiões.

Da roda de samba para o mundo corporativo

Hoje, o samba está em todos os lugares. Escolas de samba nos carnavais; samba de raiz nas happy hours; e, no formato que convir, em festas de aniversário, formaturas, casamentos e em eventos corporativos. Caymmi podia até não ter imaginado que “o samba da sua terra” encantaria o mundo, mas já sabia que o ritmo faria todo mundo se bulir.

 

Dos antigos sambas de roda africanos às rodas de samba dos botequins, qualquer um pode chegar, cantar, dançar e se alegrar. Tudo é muito  democrático. Arrepiam e fazem bater mais forte até os corações dos desafinados e de quem não sabe dançar. E, sem ao menos perceber, naquela festa da empresa, ou no churrasco dos amigos, qualquer um “fica bom da cabeça” e logo está batucando na mesa ou fazendo um som com uma caixinha de fósforos.

O samba que você quer… e precisa!

Você pode até não gostar de chorinho… ou de pagode. Pode achar barulhenta a bateria da escola de samba. Mas o fato é que esse ritmo está em muitos lugares. Está nos cavaquinhos que dão o tom, no choro das cuícas e nas histórias de olhares que atacam feito “tauba de tiro ao Álvaro”.

E se a Apito de Mestre chamá-lo para um samba no Brás, pode ter certeza que você não encontrará uma festa vazia e muito menos na porta. Com a gente, o seu evento só terá alegria, diversão e sambistas da melhor qualidade.

Fala a verdade, depois dessa história, temos de concordar com o Caymmi, ao dizer que “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é…”