Entenda qual é o papel dos instrumentos de uma bateria de Escola de Samba!

instrumentos de uma bateria

Samba é música que mistura corpo e alma, com seus diferentes estilos: samba de raiz, pagode, samba rasgado, de gafieira ou roda de samba e juntando tudo formam os instrumentos de uma bateria de escola de samba. Cada um é feito de um jeitinho, como se fosse parte de um organismo vivo. E, se o estilo vive, a bateria da escola de samba nasceu do coração dos sambistas.

O samba, feito para arrepiar e fazer todo mundo dançar tem origem simples, do batucado com tambores artesanais, os djambês. Daí aos surdos de marcação, de resposta e de corte, muito tempo passou. O que era uma manifestação cultural tornou-se carreira: ritmista. Esse conceito de “Escola” de Samba, nas quais era ensinado o ritmo aos moradores das comunidades, já existia na década de 1920, quando surgiram as primeiras agremiações de samba nos morros cariocas.

Atualmente fazer parte de uma bateria de escola de samba é coisa séria. Com instrumentos de primeira e com afinação perfeita, é bem mais difícil sair do tom. A escola de samba funciona quase como uma orquestra de percussão.

Para não desafinar no próximo carnaval, a Apito de Mestre vai te mostrar a função dos principais instrumentos de uma bateria de escola de samba.

Instrumentos de uma Bateria de Escola de Samba

Diferentes tipos de surdos

O surdo é um tambor preso ao ombro por uma tira de couro ou nylon e tocado com uma baqueta e com a outra mão do ritmista, que abafa o som da batida. Podem ser divididos em três tipos. Os surdos de primeira (ou de marcação), de segunda (ou de resposta), e de terceira (ou de corte) são os instrumentos responsáveis por dar o ritmo a uma escola de samba. Mesmo com suas variações, têm som bastante grave.

Repique ou repinique

Sabe o som que ecoa na maioria das paradinhas e chamadas das baterias de escolas de samba? É o do repinique. Trata-se de um cilindro/tambor de aluminio menor, de som mais agudo, que faz as viradas do samba.

Caixa ou Tarol

A caixa também é um pequeno cilindro/tambor. Presa à cintura dos ritmistas quando tocado com talabarte, ou em cima sem o uso de talabarte, é o instrumento responsável pelo andamento do samba. Tem bordões (cordas finas) atadas sobre a membrana, que alteram o som do instrumento, deixando-o mais seco. É tocada com duas baquetas. O Tarol tem uma estrutura mais fina e é da família das caixas, utilizado em baterias de escola de samba, orquestras de frevo, bandas militares, fanfarras, bandas marciais e maracatu. Sua espessura é de 6 centímetros.

Chocalho

Instrumento que complementa a parte  leve da batucada, tocado apenas em determinadas partes do samba (normalmente nos refrões) junto com os tamborins, para ajudar as caixas na marcação do samba.

Tamborim

É o instrumento responsável pela criatividade e desenho da melodia do samba. Ao contrário das caixas e chocalhos, que mantém a batida, o tamborim possui variações ricas, que dão personalidade ao som da bateria.

Cuíca

A cuíca tem uma haste de madeira no centro da membrana. É daí que surge seu som peculiar. Para fazer a cuíca roncar, o ritmista fricciona essa haste com um tecido molhado, enquanto pressiona o couro do instrumento.

Agogô

Composto por pequenos sinos e tocados com baquetas, o agogô tem um dos sons mais agudos em uma bateria de escola de samba.

E tem muito mais…

O pandeiro e os pratos também fazem parte do desfile de muitas escolas de samba. Contudo, em uma bateria com centenas de ritmistas, esses instrumentos são utilizados como elementos estéticos, uma vez que sua reprodução não produz sons altos o suficiente para um desfile na avenida.

Isso não significa que a Apito de Mestre vai deixar os malandros com seus pandeiros de fora da sua festa. Assim como cada bateria de escola de samba pode definir como quer se apresentar, você escolhe o tamanho e o que quer ver no show do seu aniversário, casamento, ou na confraternização da sua empresa.

Fale com a Apito de Mestre. A gente faz o show do jeitinho que você quer!